sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Tudo é vaidade!

A vida desenhada em letras que não se pode ler.
São parágrafos da ilusão.
Inúmeros números romanos, bárbaros, armados, soldados da intervenção dos homens em seus instintos primitivos.
São guerreiros das emoções perdidas, do tempo que já se foi, da areia que o vento leva, do relógio sem ponteiros a que remeto minha imaginação.
Vejo sinais astrolóogicos, decadentes, fluorescentes... Que ultrapassam o tempo, não importa se com ou sem ponteiros.
Não importa há quanto tempo esse tempo esteja sendo marcado, não domino nem o tempo que tenho de vida...
Escrevo cartas que nunca enviarei; na verdade, são cartas que escrevo para falar comigo mesma.

Falo e não me escuto.
O que ouço não entendo.
Estou muito longe de mim para entender o que digo.
Para um amador, meias palavras bastam.
Para mim, é necessário muito mais de um dicionário.
As rodas da fortuna limitam-se às hélices do ventilador.
O sol reluz sem meod de ofuscar a visão dos videntes.
O ouro da sobrevivênca vale mais do que sobreviver, e menos do que deveria.
São tesouros da ilusão,
Produtos da imaginação, crimes sem solução.

Cabelos armados para a guerra da moda padrão.
Modelos de beleza sem nenhuma valorização, são vitrines vazias, manequins desnudos de emoção.
São modelos de oposição a vida e ao amor próprio, que se desprende da alma e abraça a aparência como modo de viver.

O tempo passa, o mundo gira. as coisas mudam, mas a vaidade... Ah, sim, a vaidade... O homem continua o mesmo!

Lauraine Santos

Um comentário:

Jasanf disse...

Tudo é vaidade, minha cara! Ela molda os pecados para nutrirem os corações humanos de algum êxtase poético. Lindo seu texto.