domingo, 29 de agosto de 2010

Sem inspiração

Apenas um domingo a mais no calendário. Uma hora a mais no sistema de Deus.
E eu... uma pessoa a mais no mundo.
Imagino-me com um cigarro.
Imagino-me fumando o meu cigarro.
Imagino-me, de camisola, de frente pra janela, de costas pra luz, meia luz na verdade;
Fumo, expiro, jogo fora as cinzas... olho em volta, não há nada. Não há ninguém que possa me conter.
Fumo pelo prazer de aliviar a ansiedade... apesar de saber que fumar não traz saciedade.

Quero o fumo por ser poético. Podem dizer que não, mas o fumo é literário, poético, um ato vivo, uma expressão contraditória de liberdade... por favor, alguém, dê-me um cigarro?!

A poesia da vida descrita nas proibições mais atraentes, como o fumo e o vinho: bebida dos boêmios, poetas, artistas, escritores....

Sou quase tudo isso, imagino-me, vejo-me assim, mas ainda me faltam o cigarro e o vinho.

Lauraine Santos

Um comentário:

J.BOSCO disse...

aconselho um bom vinho, um bom filme, um Chico,um Raul e uma Maria Bethânia.

abs