segunda-feira, 2 de agosto de 2010

16/10/2010

O que agora quero falar, é além de mim.

O contexto social me levar a crer que voltamos a era do antropocentrismo, onde o homem é o centro e não mais Deus. Conclui isso através de pequenas coisas que simplesmente explodiram no meio gospel. E posso dizer, por conhecimento de causa, que também ocorreu em outros meios cristãos.
A começar pelos louvores.
Os louvores antigos diziam: " celebrai a Cristo...", "celebrai com júbilo ao Senhor...", "grande é o Senhor ... diante dEle nos prostramos... queremos o Seu nome engrandecer..." Daí entre tantos outros que nos colocavam claramente com a missão de mordomia, de servidores, na condição de adoradores de um Senhor soberano.
Por outro lado, temos os louvores de hoje. deveríamos pensar melhor antes de cantá-los. Vejamos: "restitui, eu quero de volta o que é meu. Sara-me.. põe teu azeite..." O "eu" está em primeiro lugar. Como se o sujeito estivesse dizendo pra Deus: "garçom, me atende aqui!" Os papéis estão invertidos. O verbo no imperativo deixa claro, ao menos pra mim, que Deus é quem tem que me servir. oras, quem é o mordomo afinal?
Ahhh... mas este é apenas um louvor. Vamos pensar em outro. "Quem quer a glória, traz a arca.." Muito bonito pra quem conhece a simbologia do tabernáculo, porém, nos dias atuais, em que os crentes não aparecem à escola dominical ( e quando vão encontram professores que sabem tanto quanto ou até menos que eles), quantos conhecem?? Então, infelizmente, mais uma vez eu vejo o homem colocado no centro, no lugar que deve ser ocupado por Deus.
Entendo subjetivamente uma ideia sendo transmitida: " quer algo, traz algo. Barganhe, negocie com Deus". Sinto informar, mas tentar trocar favores com Deus é totalmente insuficiente diante da realidade espiritual que isso significa.

E por aqui meu texto se acaba porque não encontro o rascunho original.

Lauraine Santos.

Nenhum comentário: