sexta-feira, 16 de julho de 2010

Poços de solidão

Poços de solidão

São três horas e vinte e um minutos da manhã do dia dezessete de julho de dois mil e dez.

Estou com a TV ligada e ao mesmo tempo passeando na internet.

Na TV, vejo, ou programas depreciativos, ou programas ditos evangélicos depreciando ao evangelho.

Na Internet, vejo muitas, muitas pessoas acordadas e sozinhas, verdadeiros poços de solidão. Afundadas, imersas na solidão real, afogadas na frustrada tentativa de se enganar com desconhecidas companhias.

Sinto-me num caldeirão, cercada das mais diversas formas de solidão.

Solidão anônima, solidão estampada, solidão sem causa, solidão mascarada.

Não são pessoas, são apenas nomes, personagens, o anonimato estampando a realidade que faz sofrer.

Somos o livro aberto da sociedade atual, registrados em rede.

Temos nossa história exposta num mundo virtual. Uma espécie de diário flutuante no espaço.

Mas não era exatamente isso que eu queria abordar.

Conforme comecei falando, a TV nada apresenta de bom, e o evangelho que citam, é deprimente e herético (não todos, mas a maioria)... Só posso concluir dizendo, que, os falsos profetas, esses, que estão na TV prometendo carro importado e casa própria, se acertarão com Deus, por não estarem contribuindo para o fim de tantas solidões reais e espirituais.

Responderão pelas vidas que não se esforçaram por alcançar. Francamente, eu mesma não suporto ouvir tantas mentiras, e o papel do evangelho, é de libertar, sarar feridas, tirar da solidão... Afinal, solidão não faz bem a ninguém.

Porém, a falta da Palavra de Deus acaba plantando cada vez mais poços... uma multidão de solidão.

Lamento muito por isso... É tudo que consigo dizer sem me estender no discurso.

Lauraine Santos.

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