domingo, 25 de abril de 2010

Complexidade paradoxal

Meu interesse?

O que temos vivido até aqui me surpreende em muito;

Estou me superando,

Cometendo atos que eu julgava fora da minha realidade,

Estou abandonando algumas regras para viver com medo de um futuro incerto;

Estou me desbaratinando;

Estou me desconjuntando,

Me desfigurando,

Me desfazendo de mim para viver esse momento louco que nem mesmo consigo enxergar.

Não consigo contar o que sinto,

Pois nem mesmo sei o que sinto.

Não sei expressar, pois não sei sentir.

Estou tentando me enganar

Mentir para mim...

Mas... ao contrário do Cazuza:

Mentiras sinceras não me interessam!!!

De mentiras..... já existo sozinha.

Sou uma mentira.

Existo de mentirinha,

Existo tentando enxergar a verdade,

Tentando que a verdade me seja favorável sempre que possível...

Mas ando tão errada....

Que é injusto deixar a realidade a meu favor.

E, sendo assim, tudo o que tenho a declarar, é um pedido:

Peço que não mais me peças para descrever o momento que estamos vivendo, pois eu não saberia descrever tal complexidade paradoxal, portanto, deixe-me apenas começar a viver isso, um passo de cada vez, e não me atormentes mais. Primeiro eu quero reconhecer o ambiente que está me cercando, saber a sensação que este me causa, para enfim, descrever o que penso sobre o que sinto.

De toda complexidade, tudo o que tenho a dizer é apenas isso! Lauraine Santos.

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