domingo, 25 de abril de 2010

Brasil

É com “S” que se escreve essa palavra E ainda que fôssemos importados, seríamos de Portugal, não dos EUA.

Dizer que sou brasileira com orgulho é difícil, por outro lado, amar a um país perfeito não teria graça, o brabo mesmo é amar a um filho feio, que nunca tem pai. E nesse caso, um país que não tem ninguém por ele.... os filhos deste solo não são tão gentis o quanto dizem de sua mãe. Acho que a mesma, apesar de tão gentil, esqueceu de dar a seus filhos educação!!

Brasil, gerado pelo medo,

(dos portugueses, que fugiam da invasão que sofreriam por não se aliarem ao país que tem a “Cidade das Luzes”).

Brasil, sustentado pela gana dos vencedores,

(Inglaterra),

Brasil, endividado até a alma pelos pecados de seus pais.

Pobre criança! Tão pequena, e já com tantas dívidas, com tantas marcas... tão rico, e servindo apenas de exílio, servindo apenas para ser explorado em seu lado mais forte.

Pobre criança! Até hoje sendo catequizada por podres poderes de diferentes épocas.

Pobre criança, que vive como Peter Pan, na Terra do Nunca, que nunca cresce, que nunca se mantém. Que vive órfã, explorada como toda criança largada.

Tenho pena de ti meu país, pois como tu, está o teu povo: largado, abandonado, explorado, indefeso diante dos grandes poderes inúteis. Tudo o que posso fazer, é levantar a minha voz num pedido de mudança, numa súplica que provavelmente nunca será atendida, e quem sabe, até talvez, acabar como todos aqueles que lutaram pelo seu bem, como todos os que lutaram por uma ideologia de vê-lo forte e amadurecido.... enforcada, ou, a tiros numa favela qualquer, tentando levar educação a esses seus filhos, fruto da fuga e da exploração, não tiveram condições de criar.

Lauraine Santos

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