domingo, 25 de abril de 2010

19/11/2005

Bom, não sei descrever muito bem o que sinto, apenas sei que sinto. Às vezes gosto, às vezes não, às vezes, as vezes tornam-se freqüentes, isso me preocupa, e até me faz quase enlouquecer por não saber quando começam as vezes freqüentes de dúvida e insensatez...

Inspiração não é nada tão difícil para que eu não possa conquistá-la, já você... Sempre tão distante, tão indiferente, tão ignorante a mim... Compreendo não poder fazer-me entender por você, compreendo que você não consiga adivinhar o que se passa em meu coração, compreendo que não quero que você me compreenda, só não sei por que compreendo tudo isso...

Sei que me envolvo por qualquer gesto seu, sei que me manifesto surpreendentemente diante dos seus olhos... E também não sei o porquê disso. Consigo definir o que penso que sinto, mas não consigo sentir tudo de uma só vez... Falta algo, talvez seja você, ou talvez, seja eu mesma, acho que estou longe, distante demais, tanto de mim quanto de você, estou infestando o texto de reticências, pois nem consigo dizer o que quero.

Digo conhecer a maior parte dos meus porquês e nem sei explicá-los, e nem sei de onde provém essa compreensão que não domino, que não conheço, que não me contém em mim...

Enfim, por mais difícil que seja, estou tentando. Não sei ainda o que, mas que estou tentando algo, disso não tenho dúvidas... Só espero não duvidar do passado, da mesma maneira que duvido do presente e mais ainda, do futuro.

Lauraine Santos

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