sexta-feira, 20 de novembro de 2009

PARTE IV – O ENCONTRO!

Ermengarda não sabia exatamente onde ficava o bordel, pois ela e todas as moças descentes da cidade eram proibidas de caminhar para aquela direção. Muitas eram as lendas e os mistérios que cercavam a Rua do Bordel, porém, Ermengarda não tinha outra opção, devia ir até lá pedir abrigo.

A última lamparina já estava quase se apagando quando Ermengarda viu uma sombra passar. Epaminondas também se assutou ao ver a sombra transposta do fogo na calçada. A moça se encolheu abaixando-se no chão; Epaminondas resistiu ao medo, mas não à curiosidade, e, mesmo sabendo que poderia ser a Assaltante de Trem, foi ver do que se tratava. Atravessou a rua valentemente e, ao ver a moça abaixada levantar os olhos, olhar para ele e gritar, não se conteve e gritou ainda mais altos, ambos sequer conseguiam sair do lugar. Passado o primeiro susto, foi amor à primeira vista. Ermengarda contou à Epaminondas o seu dilema e o deixou um pouco desconfiado ao contar que fora confundida com a Assaltante de Trem, mesmo assim, ele estava encantado demais para deixar que a moça fosse embora tão depressa.

Não haveria tempo de levar Ermengarda até sua casa, ele precisava chegar ao trabalho, precisava vender suas pipocas e garantir seus estudos.

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