sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Shaná Tovah

Bem vindo ao Rosh Hashaná!!

Hoje inicia-se o calendário judaico de 5.770

E como adepta dessa cultura ainda mistificada apesar de pública e influente, não poderia deixar passar em branco essa comemoração que por mais um ano occorre no Shabbat.

Não sei como vai ser, mas sei que da última vez que frequentei a comemoração de Rosh Hashaná estava o maior dilema quanto ao que se faria para a programação fugir ao sábado.

Não consigo me esquecer que todos haviam levado doces, frutas, mel, maçã, e aí chego eu, com creme de cebola e biscoito palitinho... todos vestidos simples, e eu, fantasiada igual a uma árvore de natal, foi terrível!!!!

No entanto, mesmo cometendo essas pequenas gafes, fui bem recepcionada pela maioria, com apenas alguns olhares hostis que notoriamente se perguntavam quem era eu e o que estava fazendo ali... Vale explicar que era um grupo de judeus Messiânicos, pois sou em essência uma pessoa que crê no cristo que a maioria dos judeus rejeita.

Quanto a esta questão, o a.C d.C não me parece ter muita importância por tratar-se de um marco humano para não se deixar esquecer o que os judeus messiânicos não precisam para registrar que o Messias enviado de Deus realmente existe!

Posso estar errada, mas por enquanto é só!

Shaná Tovah a todos!!!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Literalmente

Literalmente descobri o sentido do Mito da Caverna.

Nossa!!!
É dolorido abrir os olhos e deparar com a imensa luz que vem do sol.
Desconforto é pouco para descrever a sensação de liberdade que sair da caverna proporciona.
Exatamente: desconforto = a liberdade. Uma paradoxal verdade. Realidade.

Quantas sombras visualizamos e pensamos que somos nós...
Até que um dia descobrimos que a sombra é apenas a sombra, que nem nossa é, pois pertence a algum outro objeto ou ser do qual nem ao menos tínhamos ciência de existir.

Enxergar além do além não é, nem de longe tão intrigante e sofrido o quanto olhar ilimitadamente para dentro de si mesmo e tentar descobrir-se como se é em essência.

Acho que vou enlouquecer tentando sair da caverna.
Desde que eu consiga olhar a luz do dia ao menos uma vez - enlouqueço convicta de que vale a pena o enlouquecer.


Viva a caverna, para que se saiba o valor da luz do sol!

Lauraine Santos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Minha filosophia

Sou Platônica em essência. Metafísica ontológica em prática e existencialista num todo.

Não chego a desprezar o Positivismo, mas prefiro o conotativo que o denotativo, o abstrato me atrai mais.

"Metafísica (do grego μετα [meta] = depois de/além de e Φυσις [physis] = natureza ou físico)filosofia que estuda a essência do mundo. A saber, é o estudo do ser ou da realidade. Se ocupa em procurar responder perguntas tais como: é um ramo da

O que é real (veja realidade)? O que é natural (veja naturalismo)? O que é sobre-natural (veja milagre)? O ramo central da metafísica é a ontologia, que investiga em quais categorias as coisas estão no mundo e quais as relações dessas coisas entre si. A metafísica também tenta esclarecer as noções de como as pessoas entendem o mundo, incluindo a existência e a natureza do relacionamento entre objetos e suas propriedades, espaço, tempo, causalidade, e possibilidade."

Maldito fantasma assolador

Ah, a rotina!! Nada mais cansativo que a rotina.
Nada mais devastador de almas do que repetir todos os dias os mesmos gestos, as mesmas palavras, os mesmos sentimentos... A rotina é o fim além do fim que existe por si só.

A rotina trás além de seu próprio desprazer em ser, a solidão que me assola.
Nada proveitoso se pode tirar do que se repete continua e incessantemente.
Tudo isso resumo em NADA. Palavra constante em meu quotidiano que me tem preenchido furtivamente.

E eu?
Estou aqui hoje. Porque não estive ontem, e assim tento modificar essa maldita rotina que me assombra, me deprime, me oprime e reprime... por fim, me desfaz de mim em pingos lacrimais insignificantes e invisíveis a quem não os vê, a quem não me vê.


Lauraine Santos