quinta-feira, 16 de abril de 2009

A grande meretriz

As demais religiões que me perdoem se houver qualquer colocação errada, porém, quero prender-me apenas ao protestantismo, não necessariamente em ângulos gerais, mas, principalmente, na cidade de Rio Bonito.

Causa-me grande espanto ver uma cidade tão pequena, com tantas igrejas- protestantes- e com tamanho excesso de prostituição. Digo prostituição não apenas no sentido do sexo, mas no sentido de infidelidade à Deus, no sentido de adulterar o que é sagrado.

Daí então, me pergunto o motivos desse excesso de erros em um lugar tão pequeno. Pude reparar que, na maioria das igrejas de Rio Bonito, os membros não tem compromisso, a obra de Deus está sempre em último plano; em primeiro vem a faculdade, os filhos, as férias, os bens materiais, mas Deus está sempre para o domingo que vem, ou, para quando sobrar um tempinho...

Vejo Rio Bonito sempre como “a grande meretriz”, já com a mente cauterizada, famílias destroçadas, o álcool, a droga, a maternidade fora do tempo, homossexualismo, adultério, dissenções dentro das igrejas, por aqui, tudo isso parece normal... mas perante a lei de Deus, NÃO! Jesus Cristo veio para cumprir a lei e não para revogá-la, ao contrário do que muitos pensam.

E o que me intriga ainda mais é: o que as igrejas tem feito para mudar isso? A resposta que vejo nua e crua é decepcionante: NADA!!!

Estão todos acomodados!

Ovelhas que pastam e engordam tanto que mal conseguem se locomover, afinal, estão fartas, não é mesmo? Pastores que estão acomodados com seus 10 ou 1000 membros, não faz diferença, o salário é o mesmo, para que ganhar mais uma alma para Jesus? Um membro a mais significa mais trabalho, e para que ter mais trabalho, se o salário é certo?!

Não entendo a postura de alguns pastores aqui. Parecem ter medo do poder político, ou até, das outras religiões julgadas pelo protestantismo como sendo “malignas”.

Medo ou comodismo? Nenhuma das respostas justificam a estagnação da cidade em relação ao protestantismo. Primeiro, um pastor medroso não tem condições de guiar um rebanho; segundo, um pastor deve ter brio e sensatez, mas jamais, temer as trevas, afinal, o objetivo de Deus é fazer resplandecer a Sua luz sobre as trevas. Quanto ao comodismo, “Deus não quer preguiçoso em Sua obra”. Pastor que não sai em campo para buscar ovelhas, pastor que não prepara líderes para conquistarem novas ovelhas, pastor que não sabe apascentar, unir, agrupar, não é pastor. Dão alimentos superficiais às suas ovelhas, e não se preocupam em expandir o reino de Deus, ao invés disso, são pastores que fazem da igreja o seu próprio reino.

Dr. Russel Shedd, autor de uma das muitas bíblias de estudo, esteve em Rio Bonito, e além do pastor da igreja onde ocorreu o evento, sabem quantos outros pastores foram buscar mais da palavra de Deus? Pois eu estava lá e não vi nenhum. Pastores que independente de suas doutrinas, deveriam buscar conhecer mais de Deus; só que os pastores aqui se sentem auto-suficientes, pensam que não mais dependem nem de Deus, mas, como diz a carta à igreja de Laodicéia, e como minha mãe não me deixa esquecer, repetindo toda vez que quer me chamar a atenção para algo, repito também aos pastores de Rio Bonito, que estão: pobres, cegos e nus.

O objetivo é catequizar?

Não ensinar às ovelhas o que o protestantismo chama de seitas e heresias é uma forma de tolhi- las , limitá-las, manipulá-las pelo conhecimento que não lhes foi passado. É deixá-las expostas ao perigo do erro, e novamente fico confusa. Uma nova interrogação flui em minha mente: “por que manter a ovelha alienada? Comodismo ou algum interesse?! Interesse em manipular ou em unir-se às trevas?” não sei qual das respostas, em qualquer das perguntas, feriria mais ao coração de Deus.

Tendo em vista o CRISTIANISMO, usei a palavra protestantismo, devido as divergências com o catolicismo.

A busca por Deus gera avivamento, avivamento gera missões, no entanto, olhamos para o lado e vemos, Rio Vermelho, Parque Indiano, Boa Esperança, ou mesmo no Centro da cidade, bairros mais pobres, onde crianças sofrem violência sexual pelos pais que chegam em casa bêbados, ou na menos pior das hipóteses, famílias que precisam de uma bolsa de compras, mas a igreja continua de braços cruzados... afinal, o que tem a ver o cristianismo com ação social?

Enfim, pastores que não sabem ou que não querem pastorear de acordo com a vontade de Deus, rasguem seus diplomas de teologia, pois nada aprenderam, joguem seus anéis de graduação pelo ralo, e orem pedindo à Deus, um coração novo, pois o momento é de rasgar as vestes, de cumprir a vontade de Deus, de nos humilharmos perante a Sua face, e não mais deixar dúvidas quanto aos escolhidos do Senhor.

Sair de um gabinete contando a vida das ovelhas, é ferir a ética, é expor a ovelha. Ser responsável pela vida de alguém, requer muita das vezes, palavras duras, mas muitos pastores não querem se indispor por causa de um “simples pecadinho”...

Lamentavelmente, O que tenho visto são pastores que até se negam a atender a algumas ovelhas em seus gabinetes, pois julgam que estas estejam muito doentes e podem contaminar o restante do rebanho. Que visão errônea! O pastor que sabe cuidar de suas ovelhas, vai saber tratar de uma ferida sem deixar que outras ovelhas se contaminem.

Disputar ovelha.... esse é o papel do pastor?

Pastores que estão mais preocupados com doutrinas do que com a pregação do evangelho. Em uma cidade tão pequena, tem pastores que não se falam, que se descriminam, e que juntos, ignoram o maior mandamento, o maior dom, que é o amor.

Se lhes falta amor, que é princípio de tudo, o que mais podemos esperar desses pastores? O medo, o comodismo, o egoísmo de fazer da igreja o reino pastoral... descrevem a falta de amor. Sem amor é difícil liderar um grupo, e é impossível agradar à Deus.

Pensei muito antes de me expor escrevendo um artigo que me parece tão pesado, porém, prefiro me expor, para que amanhã não haja a desculpa de dizerem que ninguém avisou. Quanto aos erros da igreja e dos pastores, há exceções, e também acertos, sem dúvidas.

Talvez tentem ignorar o meu artigo, mas não mais terão álibis para continuar no erro, e nem fingir que não sabem, uma vez que até eu, mesmo receosa, estou me manifestando. Esse não é um manifesto contra o protestantismo, e sim, a seu favor. A favor do conserto dos homens para com Deus, a favor de que o Cristianismo possa ser espalhado de forma correta, de forma que não envergonhe o nome pelo qual estamos falando, para que a vida, os atos dos que pregam, possam ser testemunho de suas palavras quando pregam a Cristo.

Lauraine Santos

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