sábado, 23 de abril de 2011

Sigam-me os bons!

Oi galera!

Estarei "inutilizando" esse blog aqui, pois resolvi criar um com meu nome.

No entanto, transferi todas as postagens daqui para o novo blog e por lá darei continuidade às minhas publicações.

Sendo assim, peço aos amigos seguidores daqui que me sigam lá.
Eu continuo seguindo a todos que me inspiram...

ps: novo blog:
WWW.LAURAINESANTOS.BLOGSPOT.COM

Obrigada!!!

sábado, 12 de março de 2011

Missões: A quem enviarei?

Lembro-me com clareza do último culto traduzido por minha mãe de um missionário boliviano.
Ele perguntava à igreja: "A quem enviarei?"

Pediu que os que sentissem vontade no coração de realizar trabalhos missionários fossem lá na frente para orar, como forma de dizer "Envia-me a mim".

Foi bastante frustrante pros meus pais (que são ordenados missionários) e para metade da igreja, (que espera que filho de peixe seja peixinho) me ver sentada sem demonstrar o menor interesse pela proposta.

Lembro da cara de reprovação do meu pai... Mas a cara de reprovação dele não foi suficiente para me fazer mudar de ideia.

Nascida e criada numa igreja de ótima estrutura, sempre fui veemente em dizer que não faria missões, que era melhor Deus nem me chamar pq eu não queria e não iria ouvir, estava muito bem em minha zona de conforto, com minha cama quente e macia para dormir.

Nesse tempo, por força das circunstâncias, estávamos numa igreja muito diferente da qual eu fora criada. Nasci e cresci numa igreja de alicerces bem fundamentados, vista por muitos como se fosse um regime militar, tamanho zelo para com a obra.

E quando mudamos de cidade, me vi numa igreja... totalmente diferente, vamos resumir dessa maneira. E mesmo estando nessa igreja tão diferente, eu não quis mesmo levantar e assumir com Deus o compromisso missionário; pensava: "Eu? Tô fora!"

Vi a igreja em peso ir lá na frente. É incrível que nessa igreja (aliás, percebo que é um mal da cidade, todas as igrejas da cidade são assim... sei pq já passei por mais da metade delas qndo me mudei pra cá e tive que sair do ninhos de origem) são sempre as mesmas pessoas, pode variar o apelo, mas essas pessoas não distinguem o dom que Deus quer que elas desenvolvam. É mais ou menos assim:

-Quem quer aceitar a Jesus? - levanta o grupo de louvor, visitantes, agregados, pastores, missionários, evangelistas...

-Quem quer fazer missões? - levanta o grupo de louvor, visitantes, agregados, pastores, missionários, evangelistas...

-Quem tá curado? - levanta o grupo de louvor, visitantes, agregados, pastores, missionários, evangelistas...

-Quem precisa de libertação? - levanta o grupo de louvor, visitantes, agregados, pastores, missionários, evangelistas...

Podem ser apelos distintos numa mesma noite, o povo não se encomoda, levanta pra tudo.

...O triste é quando o ministério de louvor, depois de haver ministrado, aceita o apelo por estar em pecado... [ele não devia ter se arrependido antes de ministrar sobre as vidas alheias?Pois bem, esse é outro assunto, voltemos ao âmago do texto]

Apesar de estar vivendo esse conflito de ter nascido numa igreja altamente organizada e estar em outra com membros totalmente "autônomos"(cada um faz o que quer), eu insistia em dizer não ao chamado missionário. Ainda brincava, dizia que Deus ão era doido de me chamar pra isso!

O missionário estava hospedado em nossa casa, onde me perguntou mais uma vez se eu não sentia o desejo de avangelizar. Pode ter sido descortez, mas minha sinceridade as vezes não é lá muito educada!

Um belo dia... Conheci um homem, macumbeiro e outras virtudes mais esperadas para uma jovem cristã protestante radical ortodoxa... rsrs.
Começamos o namoro, em pouco tempo, ele se converteu, entrou sedento pela Palavra de Deus, lutou pelo batismo (o batismo dele é outra história incrível, o pastor queria levar pra outra cidade pra batizá-lo, coisas da cidade aqui).

Sei que por causa dele, que coitado, acabou casando comigo, rsrs... acabamos indo parar nas congregações, a princípio, chamados de "pontos missionários". Lá estávamos nós fazendo trabalho com as crianças. A desordem da igreja impedia o trabalho de crescer, quantas vezes fui de ônibus carregando balde, bola, lanche, pandeiro, lápis de cor, folha e sei lá mais o quê, pra no fim das contas, tratarem o trabalho como se fosse lixo. Óbvio, não tivemos como continuar essa obra, mas persistimos em outros locais que precisavam - e precisam - até mais.

Hoje é sábado, e lá estaremos nós fazendo a obra.
Levando um pouco de Deus para aquelas crianças que não têem nada.
Algumas não têem os pais, outras não têem comida, não têem TV, DVD, Video game, Celular... algumas casas não têem nem luz elétrica. Muitas crianças sofrem todo tipo de abusos e humilhações.

No último culto, perguntamos "que milagre gostariam que Deus fizesse por eles", teve um que respondeu que gostaria de receber carinho - e a irmã dele pediu a mesma coisa. São tão pequenas, tão indefesas... E tão desiludidas da vida, a ponto de que carinho, só se for um milagre de Deus...

Fecho os olhos e lembro os irmãos que foram à frente naquele culto, pedir a Deus "envia-me a mim" - Todos estão juntando dinheiro e têem esperanças de um dia ir à África (passear, pq missões a gente faz aqui); enquanto isso, almas se perdem. Evito julgá-los, pois entendo como falta de maturidade a tendência ao sensacionalismo de ter que mostrar pra todo mundo que quer ser chamado pra tudo que Deus pede.

O trabalho é árduo. Difícil. Caro, porque um trabalho bem feito exige recursos e criatividade, mas que realizamos porque Deus tem nos dado forças. A luta é grande.
Exige que sejamos obreiros aprovados que não têem do que se envergonhar, que estejamos na busca por manusear bem a Palavra, que a fé se renove a cada manhã e etc e tal.

E hoje, com atitude inesperada, entendo que a minha vida, o meu temor a Deus e o amor pelas almas tenham dito "eis-me aqui, envia-me a mim". Porque apesar de todas as dificuldades, espirituais e carnais, Deus tem levantado gente para seguir conosco nesse caminho que leva à vida eterna.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sobre o dia de hoje

A angústia devora meu peito,
Dilacera-me pedaços,
Estrangula-me o ego,
Corrompe-me a fé e
Questiona o tempo de Deus.

Fico pequena, impotente,
Irracional, revoltada,
Com uma íra crescente.

Aos poucos, consigo voltar a mim,
Racional, remeto-me ao arrependimento.

Debaixo da tristeza avassaladora que se apossa de mim,
Consigo chorar, questionar, sofrer...
Permito-me definhar diante das circunstâncias insolúveis.

Tomo minha fé nos braços e sigo a frente com ela...
Ainda que tudo dê errado, ainda que a íra seja crescente em alguns momentos,
Ainda que esses momentos sejam eternos e que as dúvidas aflorem selvagemente,
Tenho certeza do que creio. Arrependo-me, volto ao Caminho Verdadeiro carregando minhas angústias, certa de que um dia, tudo isso há de passar.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Questões infindáveis.

Despindo-me de qualquer personagem,
Aqui sou eu sozinha.
Sem máscaras ou subterfúgios.

Questiono a existência sem conseguir me fazer existir.
Salvo minha alma em pequenos versículos e esqueço todo o resto que não me for conveniente.

Expor o que é correto é fácil a qualquer pessoa esclarecida.
Viver corretamente é que requer muito mais que apenas boa vontade.

O mundo das ideias é aqui, no virtual.
Tudo acontece e nada é pecado... será?

Vejo inversão de valores.
Mas não vejo um Deus mutável para o povo de Israel.
Os problemas, sim, mudaram. A sociedade, a tecnologia, a ciência... sim! Mudaram.
Mas o Deus que conheci é imutável.
Só vejo que a humanidade também não mudou muito...
Parece-me que desenvolveram novas técnicas de pecado.

Aliás, os pecados continuam os mesmos, só mudaram a maneira de praticá-los.

Porém, este seria um poema, e não uma crítica social, religiosa, política e etc e tal...

Sou apenas eu com meus pensamentos.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Aos amigos do Blog

Estava eu aqui, no pc, passeando pelos blogs amigos quando me dei conta da história que estamos escrevendo: LITERALMENTE!

São tantos talentos!
Alguns escrevem de maneira poética,
Outros, de maneira crítica...

Todos registram suas ideias, sentimentos, vontades, desejos;
E tudo é feito com tanta clareza, com tanta suavidade, classe, postura,
Podendo levar-nos do ódio ao tesão sem tirarmos os olhos das letras estampadas no computador.

É a literatura hoje,
É o amor hoje,
É hoje:
A vida, a poesia, a morte, o pranto, o delírio insano, os sentimentos aflorando em nossas peles.

Aos blogs que eu sigo, obrigada por partilharem esse talento de expressar um pouco do que são de maneira tão bela. Por trazerem para o meu presente, o que os livros tratam como se fosse passado, por deixarem claro que os antigos escritores permanecerão na memória, mas que os poetas do futuro existem desde agora.

Lauraine Santos

Tudo é vaidade!

A vida desenhada em letras que não se pode ler.
São parágrafos da ilusão.
Inúmeros números romanos, bárbaros, armados, soldados da intervenção dos homens em seus instintos primitivos.
São guerreiros das emoções perdidas, do tempo que já se foi, da areia que o vento leva, do relógio sem ponteiros a que remeto minha imaginação.
Vejo sinais astrolóogicos, decadentes, fluorescentes... Que ultrapassam o tempo, não importa se com ou sem ponteiros.
Não importa há quanto tempo esse tempo esteja sendo marcado, não domino nem o tempo que tenho de vida...
Escrevo cartas que nunca enviarei; na verdade, são cartas que escrevo para falar comigo mesma.

Falo e não me escuto.
O que ouço não entendo.
Estou muito longe de mim para entender o que digo.
Para um amador, meias palavras bastam.
Para mim, é necessário muito mais de um dicionário.
As rodas da fortuna limitam-se às hélices do ventilador.
O sol reluz sem meod de ofuscar a visão dos videntes.
O ouro da sobrevivênca vale mais do que sobreviver, e menos do que deveria.
São tesouros da ilusão,
Produtos da imaginação, crimes sem solução.

Cabelos armados para a guerra da moda padrão.
Modelos de beleza sem nenhuma valorização, são vitrines vazias, manequins desnudos de emoção.
São modelos de oposição a vida e ao amor próprio, que se desprende da alma e abraça a aparência como modo de viver.

O tempo passa, o mundo gira. as coisas mudam, mas a vaidade... Ah, sim, a vaidade... O homem continua o mesmo!

Lauraine Santos

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O mundo sob o olhar das coisas

O olhar das cadeiras só vê as bundas... Lá uma vez ou outra podem se deparar com alguns pés.
O olhar das mesas se amplia entre braços, peitos e barrigas.
O olhar da caneta vê o papel.
O olhar do papel vê a caneta, a mesa e as mãos.
O olhar do volante vê as mãos.
O olhar da panela vê o fogo.
O olhar da xírcara vê o café. A medida da colher é o açúcar.
A visão do espelho é o reflexo: reflete tudo que não é.
A visão da cama é o corpo, é o sapato, é o estrado, é o colchão.

A visão da dor é a droga.
A visão do cego é o palpável. A visão do insensível é cega.
A visão do cego é o ouvido. A visão do ouvido é o cotonete.
A minha visão vê o invisível aos olhos
e a visão dessas letras: some aqui.

Lauraine Santos

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

10/12/2004

Meu amor apagado,
Desfeito em lama,
Coberto de nada,
Embriagado de sangue,
Extraído da chuva,
Transformado em vapor.

Meu amor crucificado,
Minha dor expressa em lágrimas,
Minha vida mortificada,
Minhas plantas plastificadas,
Tanta dor, a troco de nada.

Tudo em nome de um amor apagado
E já evaporado em lágrimas.

É uma pena, que de tantos momentos, apenas a lembrança tenha nos restado.

Lauraine Santos

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ontem pensei sobre o consumismo, sobre o comércio, sobre a mídia e sobre a cultura!

É incrivel como tudo se entrelaça mesmo que não tenha nada a ver uma coisa com a outra. 

Cultura, social/antropologicamente falando, é todo costume de um povo. 
Cultura, popularmente falando, consiste no conhecimento erudito, em literatura, arte e música. 

A mídia comercializa a cultura antropológica, ainda que a maioria não saiba do que se trata a antropologia e a sociologia. A mídia induz ao consumismo desenfreaaaado! vende ilusões, padrões de moda, de beleza, de conforte e bem estar. A mídia manipula as massas, estipula padrões de comportamento e normatiza a felicidade. 


Enquanto isso, a cultura do senso comum, permanece desvalorizada. 
O poder de questionamento, que deveria ser estimulado, vai ficando de lado, jogado pra escanteio, apenas os gandulas que não aparecem no jogo conseguem alcançá-las, porque o que está em campo é a mídia manipuladora de bonecos iguais, mecânicos, e verdadeiras marionetes. 

A cultura do senso comum só tem a perder. 
Os cinemas estão virando igrejas. 
As igrejas nem ao menos cumprem seus papéis sociais, muito menos espirituais. 
Os filmes exibem pornografia explícita e gratuita, além de violência e assassinatos frios. 
Os teatros perderam o foco, deixaram a criatividade e atuam com todos os recursos que tiram a graça de um bom espetáculo. 
O incentivo a leitura é tão pequeno, que os adolescentes não conseguem compreender a liguagem de Machado de Assis - e se não fosse ao Sítio do Pica-Pau-Amarelo, acho que também não compreenderiam Monteiro Lobato. 

Por fim, tudo virou comércio: Tv, teatro, igreja, literatura... e não tem jeito, senso comum ou ciência,  TUDO É CULTURA!


Lauraine Santos.